quarta-feira, 16 de maio de 2007
domingo, 13 de maio de 2007
proteção

Ela queria o mesmo que você. Não, não é conforto. É proteção. Ela queria achar alguém que cuidasse dela, igual ela viu na televisão uma vez. Uma mãe beijando sua filha antes de ela ir a escola. Ela não sonhava alto, só queria ser amada. Não queria um cobertor, mas alguém para querer cobrí-la. Não queria uma bicicleta, mas alguém para poder acompanhá-la. Não queria esmolas, queria um abraço e não desprezo. Não é só você quem busca a felicidade, talvez você tenha tido mais oportunidades. O mendigo que você vê na cidade a busca, o cachorro vagando a busca, até mesmo o bandido a busca. Você não está sozinho nessa. Ela está à procura da felicidade igual a você. Não importa se ela é pobre ou não, se não tem moradia, dinheiro ou família. Ela quer proteção, só não sabe de quem. Ela às vezes perde as esperanças de um dia ter essa tão desejada proteção,ainda mais quando os outros não a ajudam a encontrar a tal felicidade, olham para ela com pena, apenas. Não fazendo nada para mudar isso. ''Coitada, ela é apenas uma garotinha!'' Isso é o que todos dizem, após virarem e darem-lhe as costas. E agora menina o que fazer? Em quem se apoiar? Sua família mais já não há. É a realidade, chega de tapar os olhos. Imagine-se sentir sem essa sua proteção que você contrói. Nem todos a têm. Ela não tem. É, e se você duvidar que esse mundo exista, saia de sua casa e vá até as ruas, viadutos, sinais, etc. Ela com certeza estará lá. E a perguntar que não se cala é: Quem irá protegê-la?
(...)
Bom, já é tarde demais, ela sumiu, não está mais lá no sinal. O que teria acontecido com ela? Sequestrada, fugido, morta de fome, estuprada ou protegida? Deixo você adivinhar.
idolatria fútil
chove chuva

me lembrei daquela noite
que você dirigiu naquela chuva
só pra tentar me convencer
que eu era a pessoa certa pra você
eu fingi que nem liguei mas quando
você se foi na verdade me desesperei
meu conto de fadas realmente explodiu
toda aquela dor existente simplesmente sumiu
e eu me pergunto sempre, estaria isso já escrito?
Quem sabe, alguém lá de cima já teria feito um manuscrito. Vai saber né, deixa chuver!
às desavenças

E eu queria te ligar para me desculpar, na verdade nem lembro direito o porquê de não nos falarmos mais, mas as vezes lembro-me de você e me sinto com um vazio poderíamos conversar quem sabe, você sentaria num banco, eu sentaria do seu lado, apertaríamos nossas mãos, perguntaríamos como estávamos, e quem sabe resolveríamos males do passado? Quem sabe, quem sabe. Quem sabe assim quando lembrasse de você
aquele vazio se tornaria um suspiro de paz. Quem sabe, quem sabe carregarei você em minha vida, assim como um arrependimento? E hoje quando te vejo, sei que pensa o mesmo. Mas responda-me então, por que a gente não torna isso certo? Quando os outros te perguntam nem você mesmo sabe responder o porquê direito de ter deixado de falar com alguém. Fala que é difícil de explicar, mas tem é vergonha de falar. Em geral é algo tão patético, nada que justificasse tamanho desprezo. Mas você lembra muito bem do fato de ignorá-la. Ah, isso lembra não é? Mas vai dizer que quando pensa na pessoa que você quer ignorar não sente o tal vazio. Vai que ela sente o mesmo... Ligar pra saber? Jamais, isso não está nos seus planos... Agora, eu me indago o que ganhamos fazendo isso? Nada positivo como o desejado. Você sabe muito bem que isso arruinará vocês dois. O pior? Sabem disso e nada de conversarem. Mas oh claro, meu Deus! Estamos falando sobre os seres humanos, previsível acontecer isso. Racionais burros. Racional burra, prazer. E antes de dormir, quem sabe aquela pessoa não surja em seus pensamentos. Naqueles segundos antes de dormir, as preocupações te procuram não é mesmo? Não se assuste, caro humano. Vamos arcar com as consequências, já passou da hora. Mesmo você tendo muito dias pela frente, não fique parado. E não fique confuso por não conseguir excluir o número de sua (s) desavença (s) da agenda do seu celular. É o simples e famoso sentimendo da culpa. Acho que todos nós o conhecemos muito bem né? Que péssimo isso!
quarta-feira, 9 de maio de 2007
cotidiano
A luz do sol entrou. Acorde. O dia apenas terá começado. Em mais uma rotina, logo você estará. As mesmas roupas, os mesmos gestos, as mesmas vozes, as mesmas pessoas, o mesmo carro, a mesma comida, as mesmas ruas. Mas não o mesmo dia. É um novo dia, você que o torna igual. Não pense que o seu destino já está escrito. Você que simplesmente o escreve todo santo dia. Faça o plano da sua vida. Você pode fazer o que quer, nunca reparou? Quer se jogar de um prédio? Vá em frente. Quer ficar o dia todo sentado vendo tv? Vá em frente. Quer trabalhar? Vá em frente. Quer ir à praia? Vá em frente. Quer estudar? Vá em frente. A vida é feita de opções. Apenas saiba escolher. Escolha viver sempre de uma forma sutil, aquela velha rotina. Transformando-a assim em uma razão de viver. Belo cotidiano.
domingo, 6 de maio de 2007
reciprocidade²
E a certeza da reciprocidade é a melhor coisa que alguém pode ter. Ainda mais quando tu realmente precisas, naqueles momentos monótonos da tua vida. Nada mais útil do que sorrisos simpáticos e sinceros para te agradar. Para a pessoa que sorri, pode até não valer muito, mas para a que recebe o sorriso, é como uma forma de nostalgia, um refúgio, pois se algo desabar, terá um sorriso amigo para se apoiar.
diálogo

Se ela nao falasse aquilo agora, ele nunca iria entendê-la direito. Ela não queria ser tratada como objeto. Ele chegou e entrou. Era meio que um armário em sua direita, uma espécie de cozinha à sua esquerda. Ele a observava estranhamente, o que ela queria? Ela com voz educada disse para ele sentar. Ela só queria conversar. Ele começou a pirar. O que havia de mal em uma simples conversa? Ela o indagou. Bom, estava tudo acabado, ele não queria conversar, não sabia. Quem sabe se ele tivesse ficado lá, saberia como salvar um coração. E no final ele começou a se perguntar porque ele foi lá então. Ela hoje sem ele, aprendeu muita coisa, e está com alguém que realmente sabe dialogar. Esse sim salvou um coração. E o hoje quem sabe aquele se pergunta porque não conversou com ela afinal. E ela hoje? Sorri!
terça-feira, 1 de maio de 2007
diga-me com quem andas
A confiança é a base de tudo. É o que une, e desune as pessoas. Se você possui confiança em alguém, isso é bom. Se ela for digna de sua confiança, melhor ainda. Uma vez li sobre uma história, em que um homem foi baleado, e seu cão, não saiu de perto do corpo. Ficou lá, latindo para tudo e todos. Ele com certeza amava seu dono, confiara toda sua vida nele, e seu dono tinha partido. Mas sua confiança no dono não partiu com ele. Ficou ali, do lado dele. Aquilo sim ele levaria com ele, para todo lugar, junto a lembrança de seu amado confiante, seu dono.
Com confiança não há meio termo, ou você tem, ou não tem. Então, saiba em quem confiar.
seu manual de instruções
Eu não vou te dar meu manual de instruções. Eu não quero perder meu mistério. Eu não quero ser um livro aberto. Eu não vou deixar você ter certeza sobre mim. Eu não vou me abandonar. Eu me prometi. Eu sou minha melhor amiga, eu me conheço. Eu não posso me trair. Só eu sei quem eu sou, ninguém jamais saberás exatamente. Na verdade, acho que nem eu nunca saberei. Mas terei noção através das minhas atitudes e pensamentos. Eu sou eu. Eu vivo comigo 24 horas. Eu acordo comigo, almoço comigo, danço comigo, converso comigo, discordo comigo, rio comigo, brigo comigo, durmo comigo. Eu sei de todos meus defeitos, e até mesmo de algumas qualidades. Admito que sou bastante teimosa, ciumenta, etc³, mas trabalho contra isso, e admito também que sou generosa, não curto ver tristeza nas pessoas e tento ajudá-las. Uma vez li, que cada um sabe a delícia e a dor de ser o que é, e concordo plenamente. Você sabe seus defeitos, por mais que não admita. Mas aposto que é fácil admitir as qualidade, não é mesmo? Eu não vou dar meu eu pra ninguém. Posso emprestar, mas dar nunca. Eu sou minha. Se eu der meu eu pra alguém, eu ficarei com falta dele, vai que ele muda! Jamais! Isso não... Se eu mudar, foi porque eu decidi que era melhor pra mim, e não porquê alguém decidiu por mim. Logo eu sou eu, minha, sou minha mulher, minha irmã, minha amiga, minha alma. Quer? Eu empresto. Mas não estou à venda. Eu já tenho dono. Eu. E eu não me vendo! Não venda seu manual de instruções, fique com o seu eu eternamente. Se as pessoas gostarem elas ficarão junto a ti. Só não deixe se elas apossarem do seu eu, e quererem mudar para ficar igual ao eu delas... Não deixe ninguém ler seu manual de instruções! Deixe os outros descubrirem quem você é por eles mesmos, nada de abrir o jogo assim. Enquanto isso, curta seu eu, que é seu segredo, porque ninguém realmente o conhece, além de você. E vamos cair na real, é muito bom tentar saber o manual de instruções das pessoas né? Descubrir o desconhecido sempre foi um prazer... Pedro álvares Cabral concordaria comigo definivamente!
plano D
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